Quando as vontades mudam…

Estou aqui pensando em algo pra escrever. Não sou escritora, nem nada ligado à essa área, mas aqui nesse espaço eu divido com vocês grande parte da minha vida mundão a fora.

E por isso, não poderia deixar de contar que fazem 2 semanas que estou em São Paulo (e por isso ainda não havia postado nada aqui, nessas duas últimas semanas tive muitos “eventos” familiares e obrigações por isso estive meio sem tempo) e estou pensando em vários temas pra bolar aqui pra vocês. 

Neste exato momento estou sentada aqui na sala da minha mãe assistindo o Jornal SP TV (acredito que existam jornais como esse em todos os estados brasileiros) e uma diferença GRITANTE entre Canada e Brasil com certeza é essa: Os temas das reportagens. Meu Deus, acho que eu me desacostumei a ver tanta desgraça e maldade. Falando sério… Como pode é possível uma pessoa ser plenamente feliz sabendo que você sai na rua sem saber se vai voltar? Isso sem falar no medo pelos parentes que pegam ônibus e andam em ruas sem iluminação por aí… São assassinatos e mais assassinatos, roubos, assaltos e corrupção que ficam martelando na nossa cabeça o tempo todo, se tornando uma preocupação constante!

Está muito difícil colocar em palavras todo o mau estar que sinto aqui dentro quando vejo essas notícias. Deve ser por isso que parei de assistir o Jornal Nacional pela internet. Antes eu assistia pra saber o que estava acontecendo por aqui, mas o jornal me fazia tão mal que decidi parar e assistir somente o que me interessa. Será que eu seria considerada uma alienada por isso? Ou então uma pessoa que não está nem aí pra sua pátria e familiares que aqui ainda habitam? Ai gente, eu não sei! Só sei que eu quero ser feliz, e gostaria que todos meus amados fossem também, independente do lugar onde estivermos.

Hoje no metrô fiz amizade com um rapaz muito simpático, o Ivan. Tudo começou com ele reclamando que aqui estava fazendo muito calor. Conversa vai, conversa vem, ele disse que gostaria de morar em um lugar frio, tipo o Canada, mais precisamente o Québec. Sempre que acontecem situações como essa, eu fico meio sem graça em soltar: “Ah! Eu moro lá”, ou então “Eu morei lá por X meses.” Não sei pq, mas sinto que as pessoas vão pensar que eu estou querendo me gabar por alguma coisa que eu nem sei exatamente o quê é. Isso não é bizarro? Bom, é óbvio que a conversa acabou nas diferenças entre os dois países. E não, eu nunca começo esse assunto pq é muito delicado, não gosto de ficar comparando, principalmente com uma pessoa que acabei de conhecer e que talvez não tenha a oportunidade de morar em outro país um dia… 

Isso me fez refletir que sim, a minha opinião mudou. Hoje em dia, a única coisa que me faria voltar a morar aqui seria minha família e os amigos… Pq a cultura brasileira, graças a Deus conseguimos encontrar um pouquinho em cada canto do mundo. Acredite em mim, em cada cantinho desse mundão existe uma comunidade brasileira (e o facebook tá aí pra te ajudar a encontrar sua tribo). Talvez se eu não assistisse esses jornais sensacionalistas (ou não, vai saber…) aquela minha vontade de meses atrás ainda estaria aqui fazendo coceginhas no meu coração pedindo pra ficar. Mas vendo a situação em que o país se encontra, a única coisa que tenho a fazer é desejar do fundo do meu coração que as pessoas se conscientizem e cada um faça sua parte para lutar por um futuro melhor pra todos. E ano que vem quando eu voltar pra visitar, eu reavalio todas essas e muitas outras questões. 

Vou deixando vocês por aqui, mas sem dizer que apesar de tudo, todos os problemas que muitas vezes são causados pela falta de respeito ao próximo aqui nessas bandas, essa é e sempre será minha pátria amada e eu amo minha cidade São Paulo por tudo que ela representa para mim e para o Brasil.



Um beijo em todos vocês,
Mirella.

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